Read Laços de Família by Clarice Lispector Online


You can find an alternative cover for this ISBN here.Treze contos que, quando publicados, criaram grande impacto no público e na comunidade literária. A autora os concebeu como se o leitor estivesse participando da elaboração de uma pintura....

Title : Laços de Família
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ISBN : 9788532508133
Format Type : Paperback
Number of Pages : 136 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

Laços de Família Reviews

  • Joselito Honestly and Brilliantly
    2018-12-10 17:09

    My friends at the Quezon City Hall directed me to the home of this masterpiece. I remember it was a meat shop before. I passed by it almost everyday but never noticed its transformation into a bakery. Maybe because the facade didn't change much. Nor did it ever sport any signboard announcing "bakery." The expensive meat shop sign is gone ("Monterey") and in its stead just this simple sign: "Toasted Siopao."Siopao is a kind of Chinese dimsum: white bread, roundish, fillings (usually meat-based) and steamed. Fluffy and soft. In my entire life I had always known siopao that way. Uncooked, it begins small. Steamed, it puffs outward, grows bigger like an expanding universe. In contrast, this Toasted Siopao isn't steamed but...what? I haven't really seen it cooked. Judging from the evidence of what it becomes after it has through heat and fire, however, I definitely can say it isn't steamed, grilled or baked. So toasted, it must be, for it is hard, compact, smaller than the usual siopao, and from experience, with a little knowledge of physics thrown in, we know that toasting takes moisture out of food and makes it contract. Toasting instead of steaming makes the universe collapse unto itself.It sells for eight pesos a piece. Three of them can adequately substitute for an ordinary meal for me, and I am a guy who eats heartily every time. My theory is that once it hits the gastric juices inside the stomach it starts to expand again, the nerve linings of the stomach sending electric impulses to the brain similar to what the emit after a full meal. Bite into it piping hot and once inside our mouth it explodes into a riot of bread-and-meat flavors, like long detained rampaging convicts after the prison walls had been breached. The festive atmosphere in your taste buds will be accompanied by amazement: of how so small and so humble a creation can pack a dynamite of happiness. Clarice Lispector's short stories are like that. Take a look at her "Mystery in Sao Cristovao," barely just over five pages. There's a family, they had just dinner. Later, they each retire to their respective rooms to sleep. Their house has a garden with beautiful hyacinths in full bloom. Then three young guys go out of a nearby house. Masqueraders. One has the head mask of a rooster; another has a demon's mask, the third is dressed like an ancient knight. They pass by the house with a garden and get the idea of climbing over the wall and picking some nice hyacinths for each to add to their costume.Five pages. So bare a plot. But each word, each phrase, each sentence, placed where they were meant to be since the beginning of time. In this tight space, but with everything brimming with meaning, Lispector tells the stories of families, love, danger, youth and generations."The Crime of the Mathematics Professor"--seven pages. The professor climbs the highest hill with a dead dog inside a sack. He is burying the dog there. A substitute doge, unknown, the carcass he just picked up somewhere. His family had moved and couldn't bring the dog with them. With the same same virtuoso performance Lispector presents here the age-old saga of guilt, repentance, forgiveness and redemption."The Buffalo" is about ten pages. A woman in a zoo looking at the animals. Looking for hate. Later you'll learn that she is hurting, spurned by a man she loves. One by one the animals (the lion, giraffe, hippos, ape, elephant, camel) fail her. Until she comes face to face with a big, black buffalo. She had met her match.A page longer is the short story simply entitled "Love." Principal protagonist is a young housewife. She and her husband have young children. Her brothers are coming for dinner so she goes out, shops, and boards a tram on her way home. In a tram stop she sees a blind man, chewing gum. She feels compassion for the man and hell was let loose upon her quiet, domestic existence.Probably the shortest is "The Chicken"--just around three pages. An insignificant chicken in a kitchen about to be slaughtered for a family's lunch. Just before her end she lays an egg. And with this Lispector manages to paint the aching beauty of all living things' ephemeral existence.The very first story in this collection (thirteen all in all), "The Daydreams of a Drunk Woman," had given me an early inkling that I was in for something special. It felt like Lispector transformed Camus here into an ordinary housewife. And she did that in just ten pages.Clarice Lispector: born in Ukraine, raised in Brazil, and now, years after her death, her stories had become tasty dumplings of my ever-hungry mind. We are all indeed connected to each other.

  • Vanda
    2018-11-16 13:01

    Foi o meu primeiro namoro com esta autora brasileira, de origem ucraniana.Pisei o tapete das sua palavras... hesitei...recuei...tentei de novo. Fiquei enleada na sua escrita pantanosa e crua. Depois de entrar encontramo-nos ou a um outro.Sou mulher... o seu livro de contos respira, sobretudo, a vida mundana da mulher burguesa nos anos 60.A percepção de uma linha ténue que separa um ser acomodado a uma vida caseira e familiar e um outro ser selvagem que anseia por viver é o que estrutura algumas destas pequenas narrativas.Essas mulheres, algumas, tão arrastadamente actuais, sentem-se nauseadas, interrogam a sua existência, a dívida que a vida tem para com elas; preenchem um nada com tão pouco que não lhes chega hoje;um nada que se vai arrumando todos os dias nos devidos lugares, a rotina que, enganosamente, vai satisfazendo. Até quando? Elas são criaturas selvagens que questionam a hipocrisia das suas vidas. Nos contos abundam os animais - são representativos do lado besta que, sob o corpo da mulher, teima em mostrar-se, em deitar "as garras de fora"; é o querer aprender a não só amar,amar, a não só perdoar, perdoar, a não só pedir desculpas, a odiar também.Já as "meninas mulheres" que por aqui se passeiam lutam por serem visíveis, anseiam por serem tocadas ao aperceberem-se da sua inteligência corporal a despontar - o desejo animal supremo de um poder ainda escondido e envergonhado, porque desconhecido.Esse choque com a sua beleza ou fealdade físicas, fá-las sentirem-se desiguais, isoladas, sozinhas no mundo, enquanto entidades perigosas.O conto "Amor" foi um dos contos que mais me agitou. Ana, a protagonista, vive ou não as suas epifânias, as suas ínfimas verdades simbolicamente - só ela os entende, aos símbolos, só ela lhes sente o nojo, ou o nojo a sente a ela, só ela desiste deles, pois são perigosos, desencaminhadores."Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia à beira de um desastre. Correu com a rede até ao elevador, sua alma batia-lhe no peito - o que sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros das janelas brilhavam, a lâmpada brilhava - que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levava até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver.(...)Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. (...) Não deixe mamãe te esquecer, disse-lhe.(...)Seu coração se enchera com a pior vontade de viver.(...)E se atravessara o amor o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama do dia."É o indizível para além das palavras, tão poetica e hermeticamente desenhadas, que dá corpo a várias pequenas narrativas sem fim. Cabe-nos a nós finalizá-las...ou não

  •  amapola
    2018-11-17 15:03

    Ghiaccio bollenteSettimana scorsa ho conosciuto Suerte.Suerte è un levriero da corsa, molto simile a questo, sua padrona lo porta (insieme ad altri tre levrieri di taglia più piccola) a passeggiare nei giardini dietro casa mia; è stato adottato per salvarlo da chi, dopo averlo sfruttato nelle corse clandestine, aveva decretato la sua soppressione (una fine che tocca a molti cani come lui). Ma Suerte non è un vecchio cane ormai inadatto alle corse: gli è stata amputata una zampa dopo un infortunio in gara.Un levriero (animale così armonioso, elegante) con tre zampe è uno spettacolo straziante, una bellezza mortificata. Mi sono avvicinata per accarezzarlo, ma lui è arretrato di un passo, guardandomi con i suoi occhi tristi e freddi. Però scodinzolava, e quel gesto mi diceva che dietro l’apparente freddezza c’era tutto un brulichio di istinti contrastanti che lottavano per emergere.Ecco, in un certo senso leggere questi racconti è stato come guardare negli occhi Suerte. La Lispector è una scrittrice complessa, elegante, chirurgica, glaciale, ma – se letta con attenzione – rivela grande originalità e profonda sensibilità nel portare alla luce ciò da cui vorremmo solo difenderci. Di lei qualcuno ha detto che sconvolge le donne e terrorizza gli uomini; affermazioni forse eccessive, ma la sua prosa non lascia indifferenti. Un’autrice poco conosciuta, ma di grande valore.”E rifletté sulla crudele necessità di amare. Rifletté sulla malignità del nostro desiderio di essere felici. Rifletté sulla ferocia con la quale desideriamo giocare. E sul numero di volte in cui uccidiamo per amore”.

  • Carmo
    2018-11-22 11:15

    Não foi amor "à primeira leitura", quando comecei achei a escrita estranha e o primeiro conto não me seduziu. Depois foi um pouco: " primeiro estranha-se, depois entranha-se" e quando dei por mim estava rendida à delicadeza de pormenores e à forma como põe a nu a alma das personagens numa escrita deliciosa, cheia de sensibilidade. Não gostei de todos os contos, alguns deles deixaram-me indiferente, outros fizeram-me rir, um em particular,"A mulher mais pequena do mundo" deixou-me um nozinho na garganta. Foi o primeiro livro de Clarice Lispector mas não será seguramente o último.

  • Yossi
    2018-11-28 17:56

    ¡Inmensa! No estoy muy de acuerdo con Lídia Jorge. Me gusta más la Clarice de largo recorrido, la de las novelas aunque es fascinante ver los brotes de lo que después serían magníficas historias. Lídia Jorge la incluye en un grupo interesante: Faulkner, Kafka, Joyce, Pessoa y Woolf :)

  • rien va
    2018-12-10 17:12

    Racconti di una potenza enorme, mi hanno letteralmente scaraventato in un angolo.

  • A.M.
    2018-12-05 10:00

    Knowing that I love Haruki Murakami and having read Murakami's short story collection, After the Quake, a good friend of mine recommended this collection of short stories by Brazilian author Clarice Lispector, Family Ties. And I am so glad she did.Though written in 1960, the stories are timelessly modern. The edition I read had an excellent introduction that explained Lispector's interest in existentialism and the works of Sartre and Camus. As the translator explains, Lispector "is intent upon capturing the inexpressible in her narrative by means of unorthodox syntactical structures, staccato rhythms, and the obsessive repetition of certain key words and symbols ... The conflict between an interior and external world, between existence and thought, is thus extended to a conflict between existence and the linguistic expression of existence. Nausea, as Sartre has already shown, exists on more than one level and leads us to examine an old familiar metaphysical doubt - the relation of words to the thing described."There is an underlying tension, dread - even horror - in the most mundane events - walking to school, a birthday celebration, dining at a restaurant, a family's chicken, a trip to the zoo - all stemming from the psychosis of the observer. Because of this, any meaning I gleaned was intensely personal. While all of the stories are excellent, I particularly enjoyed "Love," "The Chicken," "The Imitation of the Rose" and - my favorite - "The Smallest Woman in the World."Here are two excerpts from "Love," the first conveying Lispector's keen psychological insight and the second her vibrant writing style:"Deep down, Anna had always found it necessary to feel the firm roots of things. And this is what a home had surprisingly provided. Through tortuous paths, she had achieved a woman's destiny, with the surprise of confirming to it almost as if she had invented that destiny herself. The man whom she had married was a real man, the children she mothered were real children. Her previous youth now seemed alien to her, like one of life's illnesses. She had gradually emerged to discover that life could be lived without happiness: by abolishing it, she had found a legion of persons, previously invisible, who lived as one works - with perseverance, persistence, and contentment. What had happened to Anna before possessing a home stood forever beyond her reach: that disturbing exaltation she had often confused with unbearable happiness. In exchange, she had created something ultimately comprehensible, the life of an adult. This was what she had wanted and chosen."And later, this poetic paragraph that is a meditation in its own right:"On the trees, the fruits were black and sweet as honey. On the ground there lay dry fruit stones full of circumvolutions like small rotted cerebrums. The bench was stained with purple sap. With gentle persistence the waters murmured. On the tree trunk, the luxurious feelers of parasites fastened themselves. The rawness of the world was peaceful. The murder was deep. And death was not what one had imagined."Lispector's stories demand to be contemplated and revisited. Here is my favorite passage in the entire collection from "The Smallest Woman in the World," about an explorer who discovers a diminishing population of wee-sized pygmies in Africa facing extinction due to being captured and eaten by their human-sized countrymen:"The fact is that the smallest woman in the world was smiling. She was smiling and warm, warm. Little Flower was enjoying herself. The unique thing itself was enjoying the ineffable sensation of not having been devoured yet. Not to have been devoured was something which at other times gave her the sudden impulse to leap from branch to branch ... Not to be devoured is the most perfect sentiment. Not to be devoured is the secret objective of a whole existence. While she was not being devoured, her animal smile was as delicate as happiness."It is interesting that Lispector and Flannery O'Connor were producing around the same period, and I have to wonder if they were exposed to/influenced at all by each other's writing, as the subject matter and underlying tone of Lispector's "The Buffalo" and O'Connor's "Greenleaf" are strikingly synchronistic. Fans of O'Connor and Murakami will enjoy Family Ties.

  • James
    2018-11-20 10:54

    Os contos de Clarice são uma mistura de imagens que você não pode esquecer.

  • Susan
    2018-12-12 14:12

    Discovering Lispector: Family resemblances to the classical traditionBenjamin Moser's fine biography introduced me to Clarice Lispector, a Brazilian journalist, novelist, essayist, and short story writer whose tragic life began in Ukraine and ended in the 1970's in Rio. The beautiful and brilliant Clarice, an icon in Brazil, was born to a syphilitic mother whose early death she lamented her entire life. When she was two months old Lispector’s family fled the pogroms of the Ukraine for the hinterlands of Brazil. Lispector attracted fame in her early 20's with her novel Near to the Wild Heart, the same year she married a Brazilian diplomat to travel and live in Europe during and immediately after World War II. She abandoned her husband and returned to a beach community in Rio, near her two sisters, to raise her two sons, one of whom was schizophrenic. She survived a terrible fire, and died of ovarian cancer in her 50’s.Lispector is a fantastic writer, known to a few from her prestigious American translations starting from the 1960's, but what do we do with her? Hoping to establish her connection to other Jewish writers, her biographer Moser ties Lispector to Spinoza, Kafka, and the Jewish mystics of the twentieth century. Well, we read according to what we know, and therefore my perspective must be quite different. I situate Lispector, who had a classical education and a law degree, as one of the greats, in the tradition of pre-Socratic philosophy, tragedy, and Latin poetry. The family portraits of the short stories of Lispector's collection Family Ties are as searing as Greek tragedy, and like Euripides, she draws pictures that spare details in favor of obsessive patterns of paradoxical repetition. Her unhappy families find only temporary solace from crimes that occurred in the past; or a chance encounter can permanently disturb their hard-won peace. The culprit, as with Heraclitus and Ovid, is change, change that occurs from instant to instant, unbalancing her characters like precarious tight-rope walkers struggling without a net. A housewife immerses herself in ironing and grooming to avoid the irresistible attraction of her mental illness; a mathematician precisely buries and then unburies the corpse of an unknown dog to assuage his guilt at abandoning his own dog; a woman goes to the zoo to learn from the animals how to hate the man who abandoned her. Like Euripides' Medea, Lispector's characters know the good but pursue evil with all their being. That fragment from Medea’s most famous speech is most likely an actor’s interpolation. As with Heraclitus, the tragedians, and their Roman counterparts, Lispector’s writing takes me back to the must fundamental and unanswerable questions of existence.

  • Ezequiel Dantas
    2018-12-14 17:16

    A Menor Mulher do Mundo, Preciosidade, Amor e Feliz Aniversário: meus preferidos.O bom mesmo: a escrita de Clarice. Encantadora.

  • Becky
    2018-12-13 14:01


  • Angelique
    2018-12-09 17:56

    De tu fisura nace la realidad.David Foster, autor impertérrito, decide utilizar el concepto lacaniano de lo real para designar cierta experiencia estética que abre, como si se tratasen de aquellas puertas de la percepción tan mentadas por Huxley, o quizá entorna, siguiendo la línea artaudiana que dice que el arte es una puerta entornada hacia lo inexpresable, la mirada hacia lo que hay detrás de todas las cosas, de todas las representaciones- el núcleo, lo que queda cuando no queda nada, la esencia, lo en si de la vida, el noumeno kantiano, la verdad.Porque el arte, parece decirnos Foster, nace de una primera suposición casi infantil, en el sentido en que Nietzsche concibe la infancia- la verdad existe. ¿Estamos nosotros hechos para ella? ¿Para su despotismo de unicidad? ¿Para la rotura de todas nuestras referencias, de nuestros planos simbólicos, para llegar a casi encarnarla?Nietzsche, tambien, con su dionisismo inyectado, sostenía que el arte era aquella experiencia de ver directamente al abismo.Y poder sostenerse, balanceándose, al margen.Con una sonrisa.De la mas bella de las locuras.• Primera desmitificacion- las palabras. Dante acorralado por tres bestias- la fe, el instinto, la razón. Hamlet levantando la cabeza de Yorick. Walter Shandy exponiendo su teoria acerca de la fundamentalidad de los nombres.Las palabras obran pases mágicos. Su dominio es la sugestión- cuando la obra de arte, los paisajes, cuando la realidad misma carecía de los mecanismos de la reproductibilidad tecnica, la unica manera de acceder a la obra de arte pictórica era mediante la ecfrasis. Esto es la traducción, en palabras, de la imagen. Desde estos tiempos se hizo la palabra con lo irreproducible. Sin embargo, debemos preguntarnos que tan confiable es el lenguaje como traductor, que tan veraz. Toda traducción trastoca, transforma. La repetición acusa el shock de lo irrepetible, y la lengua es constante y sonante repetición, repetición de las mismas definiciones, los mismos artículos, pronombres, las mismas limitadas letras que componen, en un dudoso truco, nuestro universo. David foster sostiene “La repeticion sirve para tamizar lo real entendido como traumático. Pero su misma necesidad apunta a lo real” (Foster, 2001. Pág 136). Asi, en el lenguaje se da este doble juego. Transforma, veda, es un cuerpo cuyos órganos estan hechos de incontables remiendos, como la vestidura de los granjeros americanos. Por momentos, se declara infalible. Pero, si comprendemos toda su falibilidad, como declara Nietzsche en aquella carta a Cosima Litz titulada “La verdad y la mentira en sentido extramoral”, se convierte en la mas bella de las metáforas. En la posibilidad de una retórica especulativa. La posibilidad de hacer lo real mismo el elemento que transforma y trastoca al lenguaje. Sin dominancia de uno hacia el otro. Sin depotismo de la razón ilustrada, de la razon hablada, de la palabra como elemento imprescindible para contener todo lo que la sobrepasa, que a la vez, tal como expresa en la frase anterior Foster, la constituye.• Lo real en linspector“Para nacer, es necesario romper un mundo”Herman Hesse, DemianCada cuento de Clarice Linspector, como maquina ficcional, instaura lo real- y lo hace estableciendo el marco simbólico que deberá sufrir la rotura, la trituración en la dentadura del lenguaje. Los marcos referenciales, perceptivos, con los que se mueven sus personajes se hincan, a veces, en sistemas reconocibles. En El mundo como Voluntad y Representación, Schopenhauer afirma que el mundo como lo conocemos es una representación artificial, que veda lo real, lo que subyace a todas sus manifestaciones. Esto es, la voluntad incesante, implacable y CIEGA, de vivir de todas las cosas. El tratamiento de lo real en Clarice, particularmente en su cuento “Amor” (En el mismo libro, quizá podemos ver una hermandad, en este sentido, con el cuento “La mujer mas pequeña del mundo”) esta, asi, hincado en este sistema filosófico. Un sistema filosófico que sostiene lo real como el descarnamiento de una voluntad de vida, de una pulsión hacia la vida, de una necesidad de sobrevivir bajo todos los costes y circunstancias. En este sistema la piedad es extraña, casi pecaminosa por inentendible, por lamentablemente artificial. De ahi el pesimismo de Schopenhauer. Su discípulo y luego contrincante, Nietzsche, se apropiara de esta voluntad y la dotara de la belleza dionisiaca. Pero en Clarice aun esta la presencia contante de la teoria del mundo como voluntad y representación. El mundo hipertrofiado, promiscuo, rebosante, que no espera, que siempre esta engendrando. Lo vemos en la entrada del personaje al jardín botánico, lo vemos en el momento en que observa al ciego mascando chicle y se produce la primera rotura de lo velado, de lo artificial de las representaciones, para entrar en la impiedad propia de esta voluntad, que en la teoria de Schopenhauer equivale a lo real lacaniano, al noumeno kantiano, a lo en si platónico, al tuétano de todas las cosas, a la profundidad inaudita que subyace agazapada y quiebra toda individualidad poseyéndola en su Epifanía.Lo real se presenta, por otra parte, como en los algodoneros, también en la desnudez, en el desgajamiento y la falta de distancia que, al principio, aquejan intermitentemente a la protagonista del cuento- “Mirando los muebles limpios, su corazón se apretaba un poco de espanto” (Linspector, pág 21) Tambien en la vida de la protagonista del cuento, lo real es vedado, es maquillado por la repeticion, por la constante reiteración de los ritos que otorgan cierta sensación de control. Es impresionante la selección de verbos que hace linspector en un momento, todos correspondientes a las propiedades de la razon cartesiana, que aparecen en el Discurso del Método- “Mantenía todo en serena comprensión, separaba una persona de las otras, las ropas estaban claramente hechas para ser usadas y se podía elegir por el diario la película de la noche, todo hecho de tal modo que un día sucediera a otro” (pág 24, el subrayado es mío. El día que sucede al otro es la condición de causalidad de la razon cartesiana) Lo fortuito, la inconsistencia del azar irrumpe en la vida de la protagonista atentando contra la pretensión de control en la figura del ciego. El ciego es impasible, mientras la protagonista lo observa con odio, el sigue masticando, sigue viviendo. La rotura nace en este impacto con esa voluntad ciega de querer seguir persistiendo, viviendo. “En cada persona fuerte estaba ausente la piedad por el ciego, y las personas la asustaban con el vigor que poseían.” (Pág 24) “Todo el jardín era triturado por los instantes mas apresurados de la tarde” (pág 25) “(...) La crudeza del mundo era tranquila. El asesinato era profundo. Y la muerte no era aquello que pensábamos” Para la protagonista, toda distancia se rompe. Hay una compenetración, como en los algodoneros, de los contrarios. Detrás de las representaciones, de lo artificial de la palabra, del lenguaje, esta la mirada, el objeto, lo real, con lo cual, a partir del ciego y ante la incesante proliferación del jardín, la protagonista encarna un dialogo silencioso y vertiginoso. Este dialogo es llamado como piedad. Como amor. Hay una ternura, una desesperacion dulce, que desborda por las encías, ante la evidencia de la lucha de todas las cosas por sobrevivir. Esa hipertrofia, ese exceso, puede relacionarse con el hiperrealismo, tomándose desde foster. Foster, con respecto a esto, apunta “El hiperrealismo es mas que un engaño del ojo. Es un subterfugio contra lo real. Un arte empeñado no solo en pacificar lo real sino en sellarlo tras las superficies, embalsamarlo en apariencias” (Foster, pág 145). En la filosofía de Schopenhauer, la voluntad de vivir condensa en si misma toda la necesidad de las cosas de seguir engendrando, seguir creciendo, pulsadas hacia un infinito que es su propio engaño y su propia fuerza, ya que dentro de si, esa voluntad se alimenta de la muerte. La constante procreación es el presagio de la mortalidad de sus elementos. Su cauce es implacable, y la piedad, un juego perdido. La protagonista se libera del desasosiego. Llega a su casa. Se abre, se lanza sobre los brazos de su marido para que la redima del “peligro de vivir”. Sabe que en algun momento, los muebles estarán lo suficientemente desnudos, que los arboles se reirán de ella. Sabe que en sus hijos, en la fortaleza de sus hijos, esta su debilidad. Sabe que el mundo es implacable, y ciego. Y que en ese mundo no es posible la piedad. En ese mundo el amor es una trampa mortal. Y sin embargo, decide caer en ella. Ingenua, desfallecida, cae en ella. Su renacimiento fue una ilusión mas. El crimen del profesor de matemáticasCuento excelente para incluirlo dentro de una antología, donde como contraste inaudito podría aparecer investigaciones de un perro de Kafka. La desolación, el pacto implícito entre un amo y su perro, el hecho, casi traslucido, que emanan los cachorros- la posibilidad, siempre latente, de ser abandonados.El búfalo, la mujer mas chica del mundo, una gallina tienen, si bien puede parecer a simple vista una combinación no solo ecléctica, sino incluso necia, cierto tratamiento de la voz narrativa en común. La gallina es tan irónico que da gusto, y risa. Es para leerlo junto con su cuento el huevo, para poder tener dos extremos tensados de la misma autora.Misterio en Sao Cristóbal quizá es un cuento menor. La infancia apaleada por el dinero. Parece agarrado de los pelos, secado y colgado en una puerta de roble, para ahuyentar toda posible replica, para no generar sino un espanto próximo a caer en la costumbre.Devaneo y embriaguez de una muchacha condensan maravillosamente los tópicos femeninos en Clarice. Una mujer no se viste sino para que la vean, una mujer no se emborracha sino para verse. La luna, la delgadez extrema, el pecho estrecho- callejones sin salida que dotan de anima lo imprescindible de un genero que, como voz, no se deja clasificar.En este sentido, este cuento sigue la misma línea de la imitación de la rosa.

  • Creaturecare8
    2018-12-03 13:01

    The books were hard to understand because they were so dense. However once you analyse the text and break it down you get to a really deep meaning. It's sad, but it's really good. Don't read it though. Waste of time.

  • Isabel Maia
    2018-11-17 13:59

    Publicado em 1960, Laços de Família reúne 13 contos escritos pela escritora entre 1943 e 1955. Os 13 contos chamam-se: "Devaneio e embriaguez duma rapariga", "Amor", "Uma galinha", "A imitação da rosa", "Feliz aniversário", "A menor mulher do mundo", "O jantar", "Preciosidade", "Os laços de família", "Começos de uma fortuna", "Mistério em São Cristóvão", "O crime do professor de matemática" e "O búfalo". A maioria dos protagonistas dos contos são pessoas comuns abaladas por uma epifania durante suas actividades do quotidiano (como as compras no supermercado em "Amor" ou uma reunião de família em "Feliz Aniversário"). Como o próprio título sugere, as personagens de Laços de Família são na sua maioria donas de casa que lutam para equilibrar as exigências que advêm do casamento e da família com uma vida menos controlável e selvagem. Esse tema pode ser observado no conto "Amor", onde a vida organizada de Ana desaba quando ela se confronta com um "selvagem" Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.Clarice Lispector é uma autora pouco conhecida em Portugal. Tive a oportunidade de ouvir falar um pouco dela através da divulgação que o Tiago Sousa Garcia fez do Projecto Clarice no seu blog, o Livros [s:]em critério, pelo que decidi dedicar algum do meu tempo a esta escritora brasileira de origem ucraniana. A escrita de Clarice tem algo de diferente de todos os outros autores que li. Se numa primeira abordagem, parece que a caneta é o prolongamento do pensamento, em que a prosa escrita flui ao sabor de pensamento (a repetição de pequenas frases dá asas a essa conclusão, como se houvesse uma repetição de pensamento no sentido de encontrar uma continuidade), numa segunda abordagem percebe-se que nunca se encontra o mesmo contexto para a mesma frase aquando de uma re-leitura. Em conclusão, é um registo de escrita muito interessante. Resta-me ler os restantes dois livros que adquiri da autora para saber se esta aposta em Clarice Lispector foi ganha ou não.

  • Mila
    2018-12-09 16:56

    Clarice en entrevista. Unos ojos concentrados que van a buscar las respuestas al costado derecho (en realidad que se van a perder en el infinito de su interioridad) antes de clavarse, penetrantes, en el entrevistador. Una boca dura con pliegues de tristeza que se forman. Algo animal, desconfiado.Fuma con elegancia de mujer. Dice que es a la vez tímida y audaz, maternal con los niños y que los adultos son siempre tristes y solitarios. Ella tal como aparece ahí, a pocos días de fallecer, ya está toda en su primer libro, una colección de epifanías en el cotidiano de la vida de familia. Principalmente mujeres de mediana edad, casadas y con hijos. Personajes en conflicto entre sus roles familiares y los momentos en que se vuelven “individuales”, en que se definen otras modalidades de relación, exacerbadas y por lo tanto peligrosas. “Era necesario tener cuidado con la mirada asombrada de los otros” (“Amor”)En el corazón de la escritura se define una sensibilidad siempre alerta que de repente percibe detalles del mundo en flashes de una intensidad dolorosa y casi mística. Esa percepción más aguda que la del promedio, ya que parece no pasar por el lenguaje, lleva a una búsqueda de formas que resulta en ese estilo poético absolutamente singular, poderoso, mineral, simultáneamente hermético y trasparente.

  • Alejandro Teruel
    2018-12-15 14:13

    Una fascinante colección de trece cuentos, siete de los cuales fueron publicados por primera vez en 1952; es en la segunda edición publicada en 1960 que se agregan los seis cuentos restantes y que la colección toma su nombre desfinitivo. Lo leí en la traducción de Cristina Peri Rota.Clarice Lispector ha sido comparada, con Virgina Woolf, con James Joyce y con Katherine Mansfield y aunque uno entiende las razones que pueden llevar a la comparación, la escritora brasilera se muestra en esta primera obra madura, muy dueña de su propio estilo y enfoque. Los cuentos giran en torno a un sentido realzado y muy femenino de un momento clave, una especie de hiperrealismo que conecta el interior más profundo de los personajes con su cotidiano exterior en un relampagazo de intuición casi mística. Se trata de personajes muy privados, en la doble aceptación de la palabra, reservados en su intimidad hasta de si mismos a la vez que aprisionados en si mismos, contemplando sus mundos desde los barrotes que encierran su ser.Algunos de estos cuentos alcanzan su apogeo en el contexto de los demás -tal es el caso de Una gallina, que sólo alcanza la plenitud de sus reverberaciones en presencia de Amor y de La imitación de la rosa, éste último uno de los cuentos más logrados de esta extraordinaria colección.Fuertemente recomendados.

  • Arthur Gonçalves
    2018-11-17 16:16

    Em "A Muralha e os Livros", Borges escreveu: "A música, os estados de felicidade, a mitologia, os rostos trabalhados pelo tempo, certos crepúsculos e certos lugares querem nos dizer algo, ou algo disseram que não deveríamos ter perdido, ou estão a ponto de dizer algo; essa iminência de uma revelação que não se produz é, quem sabe, o fato estético". É aí que está Lispector em "Laços de Família": na iminência que uma revelação que não se produz (ou que se produz e se dissipa, como está no perfeito "Feliz Aniversário": "Porque a verdade é um relance"). Onde a vida cotidiana não pode se sustentar - nesse limbo do real, onde viver não é simples, onde viver não é fácil - é onde estão presas as personagens de Lispector: no ponto exato da palavra já batida - "epifania".

  • Ivana
    2018-12-16 11:59

    She writes with such passion , her world is introspective. I like the way she puts her thoughts and feelings above actions.Boredom of everyday life , as the day slowly passes by , a short moment of some unexpected event which has not shaken the routine at the end...

  • Rosa Ramôa
    2018-11-28 10:20

    Em forma de contos...Um pouco menos!

  • Suellen Rubira
    2018-11-16 13:57

    Prefiro a Lispector como contista e essa seleção é muito boa.

  • Ruzica
    2018-12-16 11:22

    This book reminds me of a lazy, quiet summer afternoon.

  • David
    2018-11-25 11:07

    (This review refers to the more recent translation collected in The Complete Stories.)Lispector is strange and really challenging. Thus: short stories are actually a great place to start with her. This collection has some wonderful pieces. Funny, horrifying, ambiguous, haunting. There's a reason people compare her with Kafka. But she's also bringing a perspective that Kafka could not access to the project.(Reading The Passion According To G.H. is still one of the most inexplicably overwhelming reading experiences I've had. For what it's worth.)

  • Cristiano Carneiro
    2018-12-09 13:54

    Desafio Livrada 2017: um vencedor do JabutiLaços de Família recebeu o Jabuti de Melhor Livro de Contos em 1961. É a primeira coletânea de Clarice. São contos profundamente psicológicos, intimistas, que acompanham personagens cujas certezas da vida são abaladas por acontecimentos mundanos e cotidianos. Como toda coletânea é irregular, com alguns contos sendo por demais subjetivos para o meu gosto. Meus preferidos foram "Os Laços de Família", "Uma Galinha", "Feliz Aniversário" e "A Imitação da Rosa".Desafio Livrada 2017: 1/15

  • Henrique Cassol
    2018-12-10 15:56

    Entediante. O livro não me cativou em nenhum conto. A escrita da Clarice é arrastada, repetitiva e muito subjetiva, o que tornou a experiência de conhecer sua obra um verdadeiro martírio. Talvez, a única coisa que se salve desta obra é o espírito feminista que está presente, de forma sutil é óbvio, em alguns contos.

  • Ana
    2018-12-15 13:11

    É impressionante como todos os contos desse livro tornam-se marcantes e dão início a uma série de reflexões inesperadas.

  • Julia Rayeb
    2018-11-26 16:04

    Challenging to read in original language, but beautiful.

  • Julia Knihs
    2018-12-15 13:08

    Esse livro é bem difícil de interpretar, suas histórias tem um sentido por trás muito profundo. Espero que eu consiga entender todos os contos pra prova que vou fazer dele ;)

  • Louise
    2018-12-16 14:08


  • Frederico
    2018-12-14 18:00

    Reunião de contos, melhor livro jamais publicado no Brasil? Bom, acho insuperável.

  • Elma
    2018-12-13 11:54

    Zašto ljudi od svih odluka najlakše donose onu da budu nesretni?