Read O amor nos tempos do ouro by Marina Carvalho Online

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"Sabes que nunca me apaixonei, maman, mas se porventura o tivesse feito, seria por alguém como ele?"Cécile Lavigne perdeu todos os que amava e agora está sozinha no mundo. Ela, uma franco-portuguesa que ainda não completou vinte anos, está sendo trazida ao Brasil pelo único parente que lhe restou, o ambicioso tio Euzébio, para casar-se com o mais poderoso dono de terras de"Sabes que nunca me apaixonei, maman, mas se porventura o tivesse feito, seria por alguém como ele?"Cécile Lavigne perdeu todos os que amava e agora está sozinha no mundo. Ela, uma franco-portuguesa que ainda não completou vinte anos, está sendo trazida ao Brasil pelo único parente que lhe restou, o ambicioso tio Euzébio, para casar-se com o mais poderoso dono de terras de Minas Gerais, homem por quem Cécile sente profundo desprezo. Após desembarcar no Rio de Janeiro, Cécile ainda precisará fazer mais uma difícil viagem. O trajeto até Minas Gerais lhe reserva provações e surpresas que ela jamais imaginaria. O explorador Fernão, contratado por seu futuro marido para guiá-la na jornada, despertará nela sentimentos contraditórios de repulsa e de desejo. Antes de enfim consolidar o temido casamento, Cécile descobrirá todos os encantos e perigos que existem nessa nova terra, assim como os que habitam o coração de todos nós. Com o passar dos dias, crescerá dentro dela a coragem para confrontar todas as imposições da sociedade e também o seu próprio destino....

Title : O amor nos tempos do ouro
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ISBN : 9788525062055
Format Type : Paperback
Number of Pages : 328 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

O amor nos tempos do ouro Reviews

  • Cris
    2018-09-25 16:56

    Tentei ler, mas não deu.Falta paixão na escrita da autora, ela é tão seca e descritiva que até parece que está escrevendo um livro de química ao invés de de literatura.Minha impressão é que ela quis se manter muito fiel aos fatos e linguagem da época que ao em vez de criar uma obra literária, uma história de amor, acabou criando uma obra teórica e também acabou caindo muito facilmente no politicamente correto, o que acabou tornando livro extremamente chato, e para mim, impossível de ser lido.Tomara que ela melhore a escrita e se apegue menos a parte teórica nos próximos livros e mais à literária.

  • Bruna Oliveira
    2018-10-08 14:47

    Adorei! O contexto histórico tem uma parte muito importante na história, é quase um personagem mesmo. O romance é muito bem desenvolvido, nem muito rápido, nem muito lento. A escrita da Marina melhorou muito desde que li "Simplesmente Ana". Além de ter achado essa protagonista 20 vezes mais madura e realista que a outra.

  • Luiza
    2018-09-29 15:44

    Livro lindo, tocante, inspirador e muito enriquecedor a todos os leitores. Eu, que sou uma profunda apreciadora de romances de época e também da escritora Marina Carvalho, não poderia deixar de dar uma chance a essa história que, eu já podia apostar, seria inesquecível. Agora posso realmente afirmar com conhecimento de causa que esse livro é uma obra prima brasileira. Você que, assim como eu, é apaixonado(a) por História e pelo Brasil, não pode deixar de conhecer Cécile e Fernão, que dão agora um doce toque a mais à inigualável época do ouro em nosso país. E a você que nunca foi muito chegado a essa matéria no colégio, deixo aqui o meu recado: prepare-se para se apaixonar por ela assim que pegar esse livro em mãos. Os poemas citados no início de cada capítulo dão um ar ainda mais lírico é encantador à história, me fazendo suspirar a cada página.

  • Vânia Nunes
    2018-10-02 11:32

    " - Desejo que tenhas uma vida boa, senhorita - disse ele, com humildade. - E eu, que tu vás para o inferno."Cécile é uma jovem órfã que vê sua vida transformada negativamente quando seu tio Euzébio a "vende" a um senhor produtor de minas, no Brasil.Para chegar até ele, ela faz uma viagem nada agradável (clima, costumes e comida totalmente diferente do que ela estava acostumada), passando mal algumas vezes por conta da comida "pesada", e descobre que ainda terá uma longa jornada de carruagem ou ao lombo de um animal para chegar até a fazenda do noivo.Além da mudança drástica, Cécile teve de amargar perder o último elo que tinha com seu passado, quando seu tio exige que sua empregada, Marie, fique para cuidar de sua esposa grávida que precisaria de alguém experiente na hora de dar à luz. No lugar de Marie vai uma tal de Úrsula.No Brasil, um país tão pouco civilizado em relação a Europa e com uma temperatura alta, ela se vê sob o comando de Fernão, um português que havia ido ao Brasil em busca de riquezas pela mineração. Agora, ali estava ele como guia para uma dama para ir encontrar seu noivo, muitos anos mais velho do que ela.Ao longo da viagem há alguns embates, e ainda que não fossem imediatamente com a cara um do outro, os dias passados em tamanhas diversidades faz com que os dois se aproximem e se conheçam.Cécile pede encarecidamente que Fernão não a leve até seu noivo, mas Fernão tinha fortes motivos para cumprir o acordo com Euclides.Finalmente, ao encontrar o poderoso chefão do minério, Cécile tem mais más notícias.Euclides também era um fanático religioso e tinha fortes convicções de como uma mulher deveria ser submissa a seu marido.O tratamento que ele dá à escrava Malikah - que todos sabiam estar grávida do filho de Euclides, Henrique, mas haviam espalhado que era do feitor - na frente de Cécile tiraria qualquer dúvida dela sobre como seria tratada caso desagradasse seu futuro marido.Quando Cécile se colocou em defesa da escrava, Euclides não pensou duas vezes em mandá-la para o quarto a pão e água como se fosse uma criança precisando ser educada.Ainda que Cécile viesse a gostar de Henrique - ele era divertido e a fazia se lembrar de seus irmãos -, a vida dela a cada dia tornava-se mais uma prisão.Fernão, que já havia cumprido com o trato de entregar a noiva a Euclides, manteve-se por perto, e vendo toda a violência com que a dama vinha sendo tratada, ele não vê outra solução a não ser ajudá-la a fugir.Mas o anúncio oficial de noivado é feito no mesmo baile em homenagem à chegada de Henrique. Era só uma questão de tempo até que houvesse o casamento e Cécile se visse, pela lei, presa a Euclides para sempre.O relógio apontava o tardar da hora... O plano arquitetado é colocado em prática, mas daria certo? Deixaria Euclides que a vergonha de ser abandonado abatesse a sua casa sem lutar?Passada no Séc 18, a história de Cécile mostra em tons de cinza a penúria que era para a mulher daquela época sobreviver qual ser humano. Ela era tratada como moeda, sendo trocada de mãos - e donos - ao bel prazer dos homens.Vinda de uma família feliz, com pais amorosos, ela se viu perdida duplamente ao ficar sob a tutela de um tio e, depois, se ver sendo despachada a um outro país para se casar.O marido, além de ser alguém que ela não conhecia, era muito mais velho, austero e vingativo. Para ele, o importante somente era sua palavra ser obedecida.Cécile tenta a duras penas rebelar-se contra ele, mas as punições contínuas iriam acabar por quebrar-lhe o espírito.É daí que (re)surge Fernão.A princípio ele teve receio em enfrentar Euclides, ainda que visse, ao longo da viagem, que Cécile seria infeliz nas mãos daquele homem bruto, mas isso não era problema dele. Depois, na fazenda, os constantes desmandos de Euclides sobre Cécile fazem Fernão mudar de ideia.Daí, também, o sentimento que ele tinha por ela já não era disfarçado.Junte a isso tudo o drama vivido pelos personagens secundários, como Henrique, o filho bon vivant de Euclides, e a escrava Malikah, maltratada por carregar no ventre a prova da vergonha que poderia se abater sobre a casa de Euclides.A autora com certeza fez um belíssimo trabalho de pesquisa. Ela preocupou-se até mesmo com a forma de falar dos personagens naquela época, com suas inflexões e gírias. O ambiente também é magistralmente descrito.O ritmo é lento.No início, a apresentação da personagem principal é feita através da escrita do diário dela. Depois, a narrativa passa para terceira pessoa.A história vai lentamente caminhando e só no final do capítulo 5, para o 6, que fica mais animada, coincidentemente quando a paixão do casal principal se estabelece. Mas as vias de fato, só lá para o capítulo 10. Muito tempo...Ainda que o enredo seja interessante, a história não me arrebatou e eu levei um longo tempo para identificar o porquê. Paixão. Emoção.Não me refiro à emoção/paixão do casal principal. Isso eu já disse que tem. Refiro-me na narrativa. Muita técnica, muito bem escrito, mas não senti paixão nas palavras. Assisti a tudo como quem assiste a um filme, de fora, sem trilha sonora (o que num filme, no mínimo, ajuda a estabelecer as emoções necessárias em cada cena).3 estrelas

  • DaYukie
    2018-10-16 16:51

    Acho que posso definir este livro como incrível. A narrativa é gostosa, apesar de ser um romance de época e ter a pegada do português de Portugal, você ainda consegue sentir a leitura fluir bem e é claro, conhecer um pouco mais da história do Brasil, sobre a vinda dos Europeus para cá, a cultura daquela época, vestimentas, residências, estilo de vida e tudo mais.Posso começar a dizer que.... Eu quis, de verdade, dar um monte de tapa no tio da Cécile. Ela acabara de perder os pais e o tio praticamente a vendeu, em um casamento sem nada de bom para ela, apenas pelo dinheiro que iria receber. Tudo bem, era algo ainda costumeiro na época, mas mesmo assim, a ambição do tio da Cécile foi além dos limites, ainda mais a vendendo neste casamento para um homem com a fama de inescrupuloso e horrendo e não no sentido estético.Cécile é considerada uma mulher teimosa e muito "liberal", tendo uma visão mais ampla, ela tinha um olhar além, nada de sempre olhar só para frente e nem obedecer a tudo o que os outros acreditam ser o certo, mesmo que isso não seja o correto para a época. Uma mulher que enfrenta as pessoas até certo ponto, usando as palavras como sua maior arma e isso é de se admirar, principalmente se for pensar no período em que a história é contada. Não aguento mais mocinhas que só abaixam a cabeça. Entretanto, ela se vê encurralada em um casamento totalmente contra sua vontade e isso a deixa triste e irritada. Mas acata as ordens de seu tio, por ele ser seu tutor e não ter outra opção. Perdendo sua até então única amiga no meio desta confusão toda, por ordens do seu tio carrasco, Cécile é obrigada a ir para a casa de seu noivo com Fernão, um "aventureiro".E então temos o Fernão, um homem que seu tio nunca aceitaria. Cansado da vida de explorador, aceita seu último trabalho: levar a moça rica. E depois deste serviço, quer se aposentar e manter-se afastado em seu sítio. Acreditando que a Cécile é uma moça cheia de frescura, se surpreende ao descobrir que ela é completamente ao contrário do que ele esperava e eu achei isso fofo. A quebra do pré-conceito que ele criou sobre a moça.A história se inicia verdadeiramente com o percurso da casa de seu tio até seu noivo, Fernão e Cécile acabam convivendo e se conhecendo melhor, o que consequentemente mexe com os sentimentos de ambos, mesmo que o destino de Cecile até então estava traçado. E uma coisa que me fez admirar ainda mais a Cecile foram os objetivos dela como benefício desse casamento. Mesmo que ela não soubesse o que estava por vir, já planejava formas de libertar os escravos. Ela não os diferenciava, via como humanos o que era algo notável para uns e desagradável para outros nesta época.Vale ressalta que há muitas palavras em francês (com tradução no final do livro, creio que a tradução poderia ter sido nota de rodapé), por conta da origem da Cécile, entretanto isso não dificulta a leitura. Além disso, você é capaz de conhecer a história do Brasil de uma forma mais interessante. Um amor proibido e um pouco da história do Brasil juntos, com certeza é bem mais interessante. Seu noivo, Euclides logo de início já demonstra ser um homem cruel e sem escrúpulos e com o decorrer do livro, você percebe que não estava errada. Ele era um homem terrível e seu filho, apesar de aparentar ser bom moço, também não era um bom homem. E a visão sobre ele só piora quando o mesmo decide que precisa se livrar da escrava grávida, sendo que o pai da criança é seu filho cafajeste. Além da forma como ele trata as mulheres, como seres submissos. Além dos castigos que ele pregava, mesmo em sua noiva. Isso com certeza me causou revolta e veja que eu não sou feminista, foi difícil engolir isso. Apesar de ser um costume da época, cada vez que eu via a forma como Euclides tratava cada mulher, me dava muita vontade de lhe dar uns tapas. A autora soube como prender os leitores quanto a este ponto, pois é um retrato real de como as coisas realmente sempre foram naquela época, claro que existiam as exceções, entretanto a grande maioria se comportava assim.Depois de diversos percalços e a Cécile mostrando-se cada vez mais forte, como a vi no início, um plano transcorreu e ela enfim conseguiu sua liberdade. Entretanto toda ação tem suas consequências e a aventura inicia aqui. Claro que antes da tempestade, existe a calmaria, certo? Um casamento para resolver os problemas iniciou e junto a este casamento, grandes sentimentos estão aflorados. Acredito que seja de grande valia ressaltar que não vai encontrar cenas eróticas. Insinuação de que sim, ocorreu relações sexuais, sim. A cena completa, não. E preciso dizer: a forma como Fernão se comporta é simplesmente encantadora. Mesmo que ele seja um pouco rude nas ações, a forma como ele se comporta com Cécile é tão linda que eu mesma fiquei apaixonada por Fernão em diversos momentos ao longo do livro. As palavras que Fernão usava para chamar a Cécile é um mistério até praticamente o final do livro, dando um gostinho a mais, pois você sabe que são carinhosas, mas não sabe o significado.Algo que eu amei neste livro foi o fato da autora quebrar o preconceito. Sim, ela a todo momento te faz lembrar que não importa qual a cor da pessoa, ela ainda é uma pessoa e eu adorei isso.Dor, sofrimento e descobertas ainda marcam este livro até o último momento, mas quando é para o casal ser feliz, nada e nem ninguém mudou isso. Um livro lindo, emocionante e cheio de lições. Você vai aprender sobre a história do Brasil e algumas lições morais necessárias para a vida, vale a pena ler cada palavra.A capa do livro demonstra bem em que época a história é contada. Não um livro contemporâneo, mas sim histórico. Os detalhes na capa são lindos, além da tipografia que combinou muito bem com o livro e é simplesmente encantadora.A diagramação foi bem-feita, mas como eu disse antes, as traduções das palavras em outro idioma poderiam ter ficado como nota de rodapé, entretanto não estragou a beleza do livro e nem dificultou a leitura.O livro ficou simplesmente lindo.Se vale a leitura? Vale, a história é maravilhosa, cheia de reviravoltas e muito amor envolvido. Conhecer este livro foi incrível. E sim, já estou no aguardo do segundo livro. Imagino quem seja o casal do segundo livro e se for como o primeiro, tenho certeza de que não irei me decepcionar. Conhecer Fernão e Cécile foi lindo e valeu muito a pena.http://goo.gl/hZqKQ8

  • Mariana Maiz
    2018-09-19 17:56

    Gostei muito de ler um livro que mostra tanto da história do Brasil. Marina consegue escrever de maneira a encantar o leitor, mesmo que no começo tenha sido difícil me acostumar com a forma que a história foi escrita. Isso porque durante os diálogos, a linguagem utilizada é mais formal, um pouco mais condizente com a maneira como as pessoas conversavam na época. Entretanto, fora dos diálogos, a história é contada numa linguagem contemporânea. Marina explica sua escolha no começo do livro, pois tentou manter sua história o mais fiel da realidade da época.Esse é um dos pontos mais fortes desse livro. Fica claro durante a leitura toda a pesquisa que foi feita para que o livro fosse o mais fiel à história possível. Isso faz a experiência de leitura muito mais rica. É uma viagem no tempo ao passado do nosso país que encanta.Leia mais no blog Pequenos Retalhos

  • Luciana Gomes
    2018-09-28 13:52

    Estou impressionada com o avanço literário de Marina Carvalho!Um livro envolvente que te permite aprender mais sobre a história de nosso país através dos olhos de todo seu povo: brancos, negros e índios.Uma verdadeira obra de arte!Recomendado a todos os amantes de romances históricos que deseja aprender um pouco sobre a cultura brasileira.

  • Aline Tavares
    2018-10-05 11:35

    Eu acho que vocês já conhecem meu xodó por romances históricos ou de época. Quando a Marina Carvalho anunciou que seu novo livro seria um romance histórico ambientado nas Minas Gerais, no auge do “ciclo do ouro”, na primeira metade do século XVIII, fiquei muito contente. E ter tido a oportunidade de participar um pouquinho desse projeto como leitora beta foi a realização de sonho. Há duas semanas, a Marina concedeu uma entrevista ao nosso blog, onde conversamos sobre sua carreira literária e sobre o livro lançado esse mês. E hoje vou falar um pouco sobre esse livro maravilhoso, que alia entretenimento e informação.À primeira vista, nos chama atenção o cuidado que a autora teve ao escrever o livro. A obra, narrada em terceira pessoa, faz diversas referências ao português falado no nosso país nos tempos de colônia, conhecido como língua-geral, uma mistura de português com dialetos indígenas e expressões africanas. Porém a narração se atém a norma culta vigente nos dias atuais, tornando a linguagem acessível a todos, respeitando as características de cada personagem. Esse cuidado também pode ser observado na contextualização histórica, trazendo à tona fatos desse período tão rico, que não costumam sem abordados na educação básica. Isso é feito ao longo do livro, costurada à trama ficcional, sem didatismos, enriquecendo ainda mais a obra.O livro também apresenta personagens muito bem construídos. Como o livro é narrado em terceira pessoa, utilizando um narrador onisciente, confere uma visão mais global do enredo. A personalidade dos protagonistas, Cécile e Fernão, é apresentada aos poucos, e à medida que eles se envolvem, nós, leitores, também somos envolvidos. A trajetória deles é distinta, uma vez que a aristocrata Cécile vai revelando sua força, enquanto Fernão, o explorador, mostra sua sensibilidade. Juntos, formam um casal de herois. Além disso, Cécile carrega a marca de uma mocinha da Marina Carvalho, principalmente nos momentos em que se refere com tanto carinho à família. Entre os coadjuvantes, destacam-se o trio vindo da África: Malikah, Hasan e Akin, que possuem seus arcos desenvolvidos paralelamente a trama principal. Assim, nossa trajetória como povo brasileiro encontra-se representada, desde as riquezas naturais e culturais, como fauna e flora, culinária, hábitos e crenças, até as dinâmicas sociais, sendo que certas caraterísticas dessas, infelizmente, ainda perduram na nossa sociedade. A capa do livro é muito linda, e combina perfeitamente com a história. Um destaque para a lombada e o detalhe do camafeu. Outro destaque são os trechos de poemas, a maioria de escritores de língua portuguesa, de diferentes escolas literárias, que introduzem cada capítulo. Enfim, O Amor nos Tempos do Ouro é um romance histórico ideal para quem quer suspirar por um romance bem desenvolvido, aprender um pouco mais sobre a nossa história, e refletir sobre questões que são atemporais. (24/4/2016)http://asgarotasdepemberley.blogspot....

  • Talita
    2018-09-24 13:56

    Na época do Brasil colonial, Cécile vai morar com o tio no Brasil após perder sua família em um acidente. No entanto, ao invés de encontrar compreensão, seu tio a obriga a se casar com Euclides, um dono de terras rico. A jovem tenta evitar a decisão, mas para o tio é inconcebível uma jovem de sua idade não se casar, ainda mais porque o casamento será vantajoso para ele.Cécile então deixa o Rio de Janeiro para viajar até Minas Gerais, acompanhada por uma comitiva liderada pelo explorador Fernão. Na época, a viagem durava em torno de duas semanas. Já na viagem a jovem percebe a diferença entre o Brasil e sua amada França. Ali, há escravos e índios. No intimo de seu coração, ela deseja lutar contra as humilhações direcionadas a eles. Afinal, porque a cor de suas peles os tornava menos dignos?No percurso, ela se apaixona lentamente por Fernão, e é correspondida, mas nenhum dos dois poderá dar vazão aos seus sentimentos, já que ela está prometida a outro homem."Eu te prometo o que quiseres, mi iyaafin, minhas terras, meu ouro, a França, o mundo. Basta que abras os olhos e sorrias, e tudo o que tenho será teu, inclusive meu coração."Em Minas Gerais, algumas semanas antes da cerimônia, Cécile finalmente conhece o noivo, Euclides, e o primeiro encontro a deixa certa sobre o tipo de homem que ele é. Intolerante, rígido e extremamente religioso. Porém, usa a religião como desculpa para seus atos pecaminosos."Ele provavelmente fica escandalizado a cada vez que tu usas o nome d'Ele para justificar tuas ações escabrosas. E, não duvides, quem se vangloria com tuas vitórias é o diabo, não Deus."A jovem fica dividida entre seu amor por Fernão e o destino terrível que lhe aguarda se casar com Euclides. Ela não consegue assistir impassível ao tratamento dado aos escravos, e muito menos permanecer calada frente a situações imorais. No entanto, a cada vez que a jovem tenta argumentar, Euclides lhe reprime e lhe humilha de forma degradante. Será que Cécile conseguirá viver plenamente em terras brasileiras ou seu destino estará traçado para a desgraça e infelicidade?Eu me apaixonei por esta estória! Um romance histórico situado no Brasil, mostrando tanto a beleza como o sofrimento da nossa terra. A escrita de Marina é fluída e é perceptível seu cuidado ao pesquisar e mostrar a história do Brasil no período colonial.Os personagens são cativantes, e é perceptível o amadurecimento de Cécile durante a trama. Os personagens negros e índios sofrem tamanhas injustiças que é impossível ao leitor não ficar indignado, porém sabemos que naquela época tal tratamento era normal e socialmente aceito. Recomendo a leitura para todos que desejem se emocionar com uma estória de amor tendo como pano de fundo o Brasil, citando nossas raízes culturais.

  • Alessandra Paccola
    2018-10-01 15:45

    Sabe aqueles romances de época que são super meigos? Com uma dose certa de todos os elementos que o gênero pede, O Amor nos Tempos de Ouro acertou "na mosca".Nesta bela história, conheceremos a incrível Cécile, uma fraco-brasileira, que acaba de perder seus pais e irmãos em um trágico acidente. Por ter sido criada na França, seus pais adotaram em sua formação um estilo mais liberal, entendendo que a filha poderia fazer da sua vida o que bem quisesse, inclusive se casar por amor. Entretanto, agora, sozinha, com grande fortuna e desamparada, seu tio entende que o melhor caminho para ela é seguir para Minas Gerais e se casar com um homem muito mais velho e senhor de terras. Cécile não vê saída para sua situação atual, pois está impedida de usar seus bens em razão da tenra idade e de não ter marido, e acaba acatando a decisão do tio, tornando-se noiva de um escravagista violento e sem escrúpulos.Mas para chegar à fazenda do noivo a sua travessia será complicada. Depois de enfrentar as intempéries de uma viagem de navio, a moça precisará atravessar uma parte do Brasil cujos perigos não pode calcular. Para tanto, seu noivo contrata Fernão, um homem temido por todos, que terá a tarefa de entregar Cécile intacta.Fernão perceberá em pouco tempo que esta empreitada será uma das mais difíceis de sua vida, pois a moça em questão possui um temperamento ácido, uma grande capacidade de encontrar problemas e, ainda, uma beleza que mexe com o seu coração.O que achei?Com esse enredo todo é de se imaginar que eu adorei este livro, não é mesmo? O desenrolar da história para mim teve o tempero necessário, não deixando a desejar em se tratando de romance de época.Por meio da pesquisa para escrever esta história, a autora nos presenteia com conhecimentos acerca do Brasil-colônia, diversas poesias maravilhosas e cenários de "cair o queixo". Fui arrebatada por todas as personagens e me emocionei muito com o desfecho.Porém, aqui vai minha única crítica: ficaram muitas pontas soltas. A impressão que tive, e espero estar correta, é que a Marina pretende dar seguimento com a trama de algumas personagens. A história da escrava Malikah foi uma das melhores coisas nesse livro, e acredito seriamente que ela merece um volume próprio.Deixo vocês agora com uma das belas poesias deste livro. Até a próxima.[...]Sentir, sem que se veja, a quem se adoraCompr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,Segui-la, sem poder fitar seus olhos,Amá-la, sem ousar dizer que amamos,E, temendo roçar os seus vestidos,Arder por afogá-la em mil abraços:Isso é amor, e desse amor se morre!Gonçalves Dias, "Se se morre de amor!",em Novos cantos

  • Carol Ordonha
    2018-10-02 10:31

    O Amor nos tempos do Ouro se passa no Brasil do século XVIII, e vamos conhecer a história de Cécile. A garota acaba de perder a família e é obrigada a sair da Europa e vir para o Brasil para se casar com Euclides, um velho escravocrata, dono de muitas terras nas Minas Gerais.Ela desembarca no Rio de Janeiro com desesperança da vida, tanto pela perda da família quanto pelo casamento arranjado com um homem que não ama. Para levá-la do Rio de Janeiro até Minas Gerais e ao seu futuro marido, o tio da moça contrata Fernão, um jovem belo e selvagem, conhecido na colônia por seus serviços. O que Cécile e Fernão não esperavam era se apaixonarem. E é claro que Euclides não vai gostar nada disso.A Cécile se tornou uma das personagens femininas que eu mais gosto. Considerando a época do livro, ela se mostra uma garota muito forte, que sabe o que quer, determinada e que não irá deixar homem algum calar a sua personalidade.Ver a história do nosso país retratada em um romance me fez sentir diversas coisas bem controversas. Ao mesmo tempo em que via o passado do país de uma forma tão orgulhosa e bela, tendo até mesmo vontade de voltar a estudar História, também me senti muito envergonhada da sociedade da época e gostaria de voltar no tempo e fazer com que a escravidão jamais tivesse existido.Foi extremamente incômodo e desconfortável ler e sentir a forma com que eles foram tratados. A Marina conseguiu deixar tangível o sentimento amargo que a Cécile sentia ao ver tanta coisa com a qual ela não concordava. Chorei diversas vezes durante a leitura, desejando que tudo tivesse sido diferente. Tanto Hansan, Akin e Malikah ficarão eternamente guardados no meu coração.Agora, Fernão. Precisamos conversar sobre Fernão. É impossível não se encantar por ele. Além de lindo de morrer, é um homem de princípios, carinhoso e vê e aceita a força que é Cécile. E os apelidos? Óh céus, os apelidos. Ele a trata de forma tão cuidadosa e atenciosa. Ele a respeita, acima de tudo.Marina está de parabéns pelo livro fantástico que escreveu, os personagens tão bem definidos com seu papel na história, a forma com que tudo se desenrola, os cenários esplêndidos. Foi maravilhoso. Ele entrou para os meus favoritos.Se pudesse, adoraria poder ler mais sobre Fernão e Cécile, além de Hansan, Malikah, Akin e Henrique, saber o que o futuro reserva para cada um deles que tem um lugar especial no meu coração.

  • Aline Servilha
    2018-10-02 10:47

    Uma estória sobre a história!Um livro lindo! Sou apaixonada por romances de época, mas ler um sobre a história do Brasil, os bandeirantes, a escravidão, religião, os costumes daqueles tempos, me deixou muito emocionada!O amor entre Cécile e Fernão é puro e ao mesmo tempo sensual. Além do romance entre o casal protagonista, a autora Marina aborda a fé, o preconceito e a ganância, até que ponto uma pessoa pode chegar para obter vantagens financeiras.Marina Carvalho é sempre surpreendente, a cada livro publicado me apaixono mais pelo seu trabalho!

  • Fernanda
    2018-10-14 11:58

    http://www.segredosemlivros.com/2016/...

  • Ariane De
    2018-10-12 18:38

    Adorei esse livro da Marina Carvalho. Ela melhorou em muito na escrita. A estória e os personagens são maravilhosos. Eu super indico esse livro.

  • Júlia Nunes
    2018-10-08 18:52

    3,5Um romance bonitinho :3