Read Singularidades de uma Rapariga Loura by Eça de Queirós Online

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Escrito em 1873 e publicado em 1901 num volume de contos do autor, "Singularidades de Uma Rapariga Loira" é geralmente apresentado como o primeiro conto realista em português e uma das obras-primas de Eça de Queiroz. Nele se conta a história do amor de um jovem honesto e trabalhador, Macário, por Luísa, uma rapariga loira de «carácter louro como o cabelo - se é certo que oEscrito em 1873 e publicado em 1901 num volume de contos do autor, "Singularidades de Uma Rapariga Loira" é geralmente apresentado como o primeiro conto realista em português e uma das obras-primas de Eça de Queiroz. Nele se conta a história do amor de um jovem honesto e trabalhador, Macário, por Luísa, uma rapariga loira de «carácter louro como o cabelo - se é certo que o louro é uma cor fraca e desbotada: falava pouco, sorria sempre com os seus brancos dentinhos, dizia a tudo "pois sim"; era muito simples, quase indiferente, cheia de transigências». Macário apaixona-se por essa rapariga aparentemente dócil, etérea e sem vontade própria, a ponto de sair de casa do tio Francisco, para quem trabalhava como escriturário, e ir até Cabo Verde em negócios, só para merecer casar com ela. No entanto......

Title : Singularidades de uma Rapariga Loura
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ISBN : 9789728708788
Format Type : Paperback
Number of Pages : 56 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

Singularidades de uma Rapariga Loura Reviews

  • Oziel Bispo
    2018-11-12 12:23

    Este foi o primeiro conto realista do escritor Eça de Queirós, datado de 1873 e publicado originalmente no Diário de Notícias de Portugal.Macário , um jovem honesto e trabalhador , se apaixona por uma rapariga loira chamada Luísa. Macário tinha em mente uma Luísa sincera e dócil a ponto de abandonar o tio e ir para Cabo Verde para juntar dinheiro para o casamento. ..Mas com o tempo Macário começa a descobrir a singularidade do caráter de sua pretendente....infelizmente as aparências enganam.

  • Carolina
    2018-11-08 13:35

    *É a segunda vez que leio este pequeno conto, da autoria de Eça de Queirós, agora no âmbito da 2ª fase do Concurso Nacional de Leitura de 2013."Singularidades de uma Rapariga Loira" trata de uma história amorosa: a história de Macário e Luísa, contada pelo próprio a um estranho (que posteriormente a narrará aos leitores), numa estalagem, alguns anos depois. Há um provérbio eslavo da Galícia que diz: O que não contas à tua mulher, o que não contas ao teu amigo, conta-o a um estranho, na estalagem" (página 10 da minha edição)O conto começa assim: "Começou por me dizer que o seu caso era simples - e que se chamava Macário...". Na verdade, o seu caso era simples: trabalhador honesto na loja do seu tio, Macário conhece enfim Luísa, que já admirava à algum tempo à varanda, pois a moça vivia com a mãe mesmo em frente da loja do seu tio.Para ser 'digno' de Luísa, Macário, que não tinha grande fortuna, partiu para Cabo Verde, donde voltou com algumas posses. Assim, pediu a sua mão à Srª. Vilaça, mãe de Luísa. Este interesse de Macário por casar com a jovem loira, criou antipatias com o ser tio, como se este adivinhasse que algo nessa união não iria correr bem. E assim foi: Luísa Vilaça era de facto uma rapariga loira e SINGULAR... E essa sua singularidade, contrastava com os ideias morais de Macário, que partiu no dia em que descobriu tal característica e não mais voltou a ouvir falar de Luísa: "Como partiu nessa tarde para a província, não soube mais daquela rapariga loura." (última frase da história)Gostei imenso de reler este conto. É muito interessante e bonito, pelo que o recomendo a todos os amantes de Eça, a todos os amantes de romances e a todos os que simplesmente gostam de histórias bonitas... ;DP.S. Mal acabei de ler o livro, vi o filme, de Manoel de Oliveira, no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=D-t6cS...). O filme é uma adaptação mais contemporânea (com computadores, pão de forma aspecto Panrico, cruzeiros, clube dedicado a Eça de Queirós, tertúlias onde se recitam poemas de Caeiro...), o que contrasta um pouco com o pedido de permissão que Macário faz ao tio para casar com Luísa, ou com o comentário de que Macário era tão pobre que se se casasse com Luísa, morreriam de fome... :p enfim, gostei mais do livro, mas também recomendo o filme como forma de rematar a leitura! ;)

  • Marita_z
    2018-11-10 20:41

    Conto engraçado, ao bom estilo do Eça! Já tinha saudades dele!

  • Andreia Silva
    2018-10-24 14:27

    Já uma vez tinha lido "Singularidades de uma Rapariga Loura", um conto de Eça de Queiróz, publicado originalmente em 1902, mas como não me recordava fielmente do conto, não o tinha cotado no goodreads e como vi que ia dar o filme de Manoel de Oliveira baseado nele, decidi que era uma boa altura para o reler!É absolutamente impressionante como a literatura pode ser intemporal, como uma escrita assim pode passar através dos anos e continuar a ter impacte nos leitores e a ser atual. A Rapariga Loura, Luísa, encanta Macário e fá-lo apaixonar-se. Macário encontra-se com um desconhecido numa estalagem, no Minho, e decide desabafar com ele, contando como aquela paixão começou e acabou! É um pequeno conto que sabendo a pouco está extremamente bem escrito, bem ao estilo de Eça, com descrições exaustivas mas que sem elas o conto não teria a mesma beleza! Não é uma leitura nada difícil e tem uma fluidez disfarçada: no meio de todas aquelas descrições há uma pequena história que leva o leitor até à última página. E ler um livro de Eça é sempre uma boa maneira de assimilar novo vocabulário, porque ele possui uma escrita rica em termos de palavras!A titulo de curiosidade, o filme "Singularidades de uma Rapariga Loura", realizado por Manoel de Oliveira, dá quinta feira, dia 7, às 22h na RTP2 (passo a publicidade!).

  • Núria
    2018-10-29 13:28

    Eça de Queirós me desconcierta. 'El crimen del padre Amaro' y 'El primo Basilio' son dos de mis obras favoritas, pero nunca he podido terminar 'La Relíquia'. ¿Seguro que no sufría de una esquizofrenia aguda? Lo digo porque te da una de cal y una de arena. A veces tiene detalles que te hacen pensar que fue un tipo avanzado a su tiempo, que su obra no está por las tonterías del romanticismo y que incluso va mucho más allá del realismo, que era alguien muy lúcido y muy crítico, que hablaba de sexo y no de amor. Pero luego tienen detalles que te hacen pensar que era un carcamal moralista, cobarde y conservador, que tiraba de deus ex machina y otros trucos peripatéticos y rancios. En esta colección de relatos pasa lo mismo, hay algunos terriblemente anacrónicos y con olor de naftalina. El de 'Excentricidades de una chica rubia' no está mal, es punzante y ácido, aunque el final no deja de ser algo decepcionante, porque la gran revelación final ahora parece poca cosa, nada por lo que rasgarse las vestiduras. 'Jose Matías' está aún mejor: habla del amor platónico y tiene muy mala leche. Pero luego hay las castañas: 'Civilización' es un relato anacrónico y simplista sobre lo maravillosa que es la vida senzilla en el campo, opuesta a la vida en la civilización. Pero la cosa aún puede empeorar más: 'El tesoro' es una recreación de aquella historia de los tres hermanos que encuentran un tesoro y se matan entre ellos porque no quieren repartírselo, una historia moralista que ya había leído en alguna parte pero que en el contexto del siglo XIX me parece totalmente ridícula. Pero lo peor es 'Fray Ginebro', sobre un fraile muy bueno y tal que se va al infierno porque un día mató un cerdito o yo qué sé. En serio. Cuando lo estaba leyendo no me lo podía creer: con tanto moralismo casi vomito. Porque yo no me creo que todo esto sea en plan irónico, sino que es totalmente en serio. Me faltan un par de cuentos para terminar el libro. En realidad no son más de 50 páginas, pero no tengo estómago, porque por lo que he visto uno es una recreación de un episodio de la vida de Ulises y otro se ambienta en la Castilla del siglo XV. Y como que paso, porque no quiero vomitar por exceso de moralismo. Pero, como soy buena, he dejado lo mejor por el final. El cuento 'En el molino' es perfecto. Desde ya mismo uno de mis cuentos favoritos. Es todo un mundo, toda una novela, concentrada en 14 páginas, con un crescendo insostenible y un final que es como un puñetazo en el estómago. Supongo que podría decir que es tan bueno que me compensa. El cuento es sobre Maria da Piedade, una mujer joven y guapa, que siempre ha tenido una vida triste y que se casó con un viejo enfermo sólo para salir de casa. Se pasa la vida encerrada en casa, cuidando de su marido y sus hijos enfermos, hasta que un día se presenta en casa un pariente lleno de salud y encantador, que es un famoso escritor. Lo típico. Sólo que Eça de Queirós no se queda en lo típico, va más allá. No hay historia de amor, entre otras cosas porque el escritor es un descreído que como máximo sólo querría un revolcón. Pero la cosa continúa y Maria da Piedade empieza a leer, porque el hombre que le ha hecho ver que había una vida más allá de su rutina miserable era escritor. Y lee y lee. Y se convierte en una Emma Bovary de segunda regional. Y una vez más Eça de Queirós vuelve a hablar de sexo y no de amor, a decirnos que todo idealismo choca contra la realidad. Y es magnífico. A este cuento no le sobra nada. Es una sobrecogedora concentración de la frustración que siente Maria da Piedade. Y todo el rato que lo lees tienes un nudo en el estómago. Pocos fragmentos literarios he encontrado que sean tan intensos. Para que veáis que Eça de Queirós también es capaz de lo mejor.

  • Raquel
    2018-11-07 13:41

    Eça é daqueles autores que sabe sempre bem ler. Hoje estava a precisar dele, por entre os textos da faculdade, as séries, os filmes e tudo o mais. E, apesar de não ser fã de ler coisas online, não resisti a este pequeno conto, às suas longas descrições e à triste história de Macário.Crítica emhttp://leiturasmarginais.blogspot.pt/...

  • Inês Montenegro
    2018-11-06 16:35

    Opinião disponível em: https://booktalesblog.wordpress.com/2...

  • Vera
    2018-10-19 15:27

    Bitch, why'd you steal that ring?

  • Rafael Ribeiro
    2018-11-11 14:15

    É um bom livro, uma leitura leve com uma história engraçada, embora se tenha passado à alguns séculos, continua bastante actual. Recomedo para alguém que se queira iniciar à leitura.

  • Flora
    2018-10-20 15:44

    My review may be tainted by the supremely awful de Oliveira film adaptation - somebody please explain to him that setting a 19th-century short story in a modern setting doesn't just mean changing the costumes, it also means explaining why on earth a broke accountant would have to go to Cabo Verde to make his fortune, or why that accountant is living with his uncle in the first place. Or perhaps we should just keep centenarians away from film sets in general.

  • Suzel
    2018-10-22 14:26

    Edição da Sábado "Rir com os Clássicos", neste caso com apontamentos de Maria Rueff.O texto é excelente claro, como sempre, e as pequenas notas de Rueff dão levesa, reflexão e muitas vezes voz ao que nos vai no pensamento.Um excelente livro com uma excelente edição.

  • Ana Silva Rosa
    2018-10-27 15:22

    Gift by someone I love who loves Eça. Unfortunately, I really liked it.